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Ricardo Jorge Claudino

Escritor, poeta de poemas e pensante

Escritor, poeta de poemas e pensante

Ricardo Jorge Claudino

18
Set20

As voltas de um ciclo

ricardojorgeclaudino

I - 1960’s


O Alentejo é uma imensidão de gente.
Do litoral ao interior,
em cada casa, em cada aldeia,
há vida que canta alegre e arduamente.


A grande metrópole inveja a simplicidade.
Os feriados de cada terra
dançam até de madrugada,
no baile e na festa celebra-se a felicidade.


II - 1980’s

O Alentejo ainda é uma imensidão de gente.
Esta gente faz planos
em prol da terra mãe,
a mesma que um dia brotou a sua semente.


A grande metrópole ainda inveja a simplicidade.
Cavaleiro citadino de espada na mão
deseja trespassar a alma do aldeão,
falha o coração, regressa à cidade.


III - 1990’s

O Alentejo começa a perder gente.
A tortura dos mais velhos
é ver os novos abalarem lentamente;
ninguém nota, pouco se sabe, tudo se sente.


A grande metrópole não inveja a simplicidade.
Tem um número invejável de soldados,
cansados, desmoralizados;
erra ao pensar que o número faz a totalidade.


IV - 2020’s


O ciclo desenha o progresso;
desconhece-se o ponto inicial,
o fim é temporário,
certo é o nosso regresso.

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