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Ricardo Jorge Claudino

Escritor, poeta de poemas e pensante

Escritor, poeta de poemas e pensante

Ricardo Jorge Claudino

17
Jan20

Poema SEGREDO em destaque

ricardojorgeclaudino

Hoje o poema SEGREDO foi destacado no blog Gazeta de Poesia Inédita.
Um obrigado muito especial ao seu editor, José Pascoal!

 

SEGREDO

Eu e tu somos verdade
pelo meio de nós
corre um mundo perfeito
despido de cumplicidade.

No dia que formos mentira
continuaremos a ser verdade
a folha terá a nossa caligrafia
e as letras serão escritas
à nossa vontade.

Quando a tormenta se atormentar
cá estaremos de novo:
recompondo o mundo
decompondo a tempestade.

 

16
Jan20

Alcateias

ricardojorgeclaudino

No meu país
errar é coisa feia
é antónimo de progresso
é sinónimo de insucesso
e é homónimo de alcateia

Porque aqui não se pedem desculpas,
recitam-se verbos carregados de culpa
exoneram-se todas as primeiras pessoas 
- as do singular e as do plural 
intocáveis, tal como o uivo 
de um lobo solitário.

10
Jan20

Outononamente

ricardojorgeclaudino

olhar torto
cientificamente crente
só vê o tempo
quem nos segundos lê o passado
do que agora é presente

por isso o tempo
inventou o relógio
não fosse o acaso
tornar-se lógico

nem todas as invenções
são úteis,
nem todo o tempo 
é inútil,
nem tudo que o vivemos
se restringe ao momento
de uma folha de outono
gravitando o vento

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04
Jan20

Segredo

ricardojorgeclaudino

Eu e tu somos verdade
pelo meio de nós
corre um mundo perfeito
despido de cumplicidade.

No dia que formos mentira
continuaremos a ser verdade
a folha terá a nossa caligrafia
e as letras serão escritas 
à nossa vontade.

Quando a tormenta se atormentar
cá estaremos de novo:
recompondo o mundo
decompondo a tempestade.

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03
Jan20

O prazer é todo meu, poeta

ricardojorgeclaudino

Se eu soubesse dar valor
ao que realmente me completa,
saberia que tudo o resto
é só e apenas o que resta.

Se eu soubesse, seria superior.
Tal como esta voz que vagueia
a minha escrita.

Logo eu, que me escondo
atrás destas palavras.
Apenas eu, não teria a capacidade 
de debater sobre os meus
próprios devaneios. Então, 
que sejas tu próprio a ser eu,
porque assim saberei que
posso entregar-me,
descansar-me
e ser quem sou.

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02
Jan20

A cor do tempo

ricardojorgeclaudino

Quando perguntam qual a minha cor preferida,
enrolo todas as palavras; e descrevo-a.

Gosto de me sentar à sombra do calor
e sentir o vento - mesmo que seja apenas 
o assobio de um rouxinol apaixonado.
Gosto de me embeiçar pela imprevisibilidade
e contar quantas formigas correm 
atrás de uma migalha de pão.
Gosto de passear pela calçada portuguesa
e pisar somente as pedras mais escuras,
as que formam um padrão.
Gosto de conduzir vagarosamente,
sobretudo em horas de ponta,
e escutar as buzinas de quem vive, 
constantemente,
no «modo sobressalto».

Não sei se é daltonismo ou não
mas só distingo a cor do tempo.

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