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Ricardo Jorge Claudino

Escritor, poeta de poemas e pensante

Escritor, poeta de poemas e pensante

Ricardo Jorge Claudino

03
Mai20

Dia da mãe

ricardojorgeclaudino

São rosas que se oferecem

em maio, para quem

rosas vida são,

nos ensinam e dão.

 

Fazem dos seus espinhos,

coração

e dos nossos caminhos,

seguros, pela sua mão.

 

Cheira a rosas,

neste campo aberto.

Que lindas são as rosas!

Além do faro, são formosas.

Que bom tê-las por perto!

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13
Abr20

Cem dores

ricardojorgeclaudino

Trago na mochila um caderno com cem páginas

e só cinco estão escritas. Sinto a cabeça

pesada e as costas leves. Nem quero

imaginar o dia em que chegar às noventa

e cinco páginas escritas de pensamentos vãos.

Talvez a tinta da esferográfica não torne

o caderno mais pesado. Talvez a

cabeça não fique mais leve à medida que

escrevo estes meus pensamentos

supérfluos. Tudo em mim nasce na

esferográfica e habita neste caderno.

Tudo, excepto a dor que sinto nas costas.

21
Mar20

Dia mundial da poesia

ricardojorgeclaudino

 

neste dia mundial da poesia

apenas quero que os pássaros continuem a cantar;

cantem alto e com alegria

ao ritmo das folhas que florescem

a mando da primavera que acaba de chegar.

 

porque este dia mundial da poesia

não merece ser pior que o anterior

nem melhor que o posterior;

apenas merece que fiquemos em casa

escutando para lá das nossas janelas

os pássaros que continuam a cantar.

09
Mar20

As oliveiras falam

ricardojorgeclaudino

As oliveiras falam através do tempo.

Não é por isso que as invejo;

é, sim, por terem passado 

por tanto ou tão pouco,

sem nunca moverem raízes.

 

Escuto-as

sem pressa de abalar.

 

Ramos milenares sustentam 

os mais atrevidos pássaros cantantes;

A mando de quem vieram 

para me agoirar?

 

Nesse instante 

o tempo faz-se. 

 

Percebo que tudo é parte da melodia.

Os pássaros, as galinhas, os perus, 

os cães, os porcos, os leitões, as ovelhas, 

nós e tu. 

 

Enquanto a vida acontece,

o vento embala as folhas pontiagudas 

e faz soar o toque que faltava. 

Melancolicamente escuto 

a mais harmoniosa sinfonia.

 

Pergunto-me,

são vozes intemporais?

são séculos e milénios imortais?

são histórias que os livros não nos contam?

são poesias?

 

Não preciso serrar um tronco e contar

os anos que descortinam a sua idade,

velhice não é experiência,

é apenas a sabedoria da efemeridade.

 

Por favor, traduzam-me 

as palavras sábias deste olival.

E rápido… 

antes que a música acabe,

antes que o tempo termine sem cor.

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